A vitória no primeiro jogo das finais de conferência de 1991 deu confiança ao Chicago Bulls. Jordan não havia jogado tudo o que sabia e mesmo assim eles haviam ganhado. Por quê? Porque Pippen fez 18, Cartwright fez 16, o banco contribuiu com 30, uma galera do time pontuou. Dois dias depois, perante milhares de fãs eufóricos, o Bulls entrou em quadra para a segunda partida da série, que também foi um sucesso: 105-97 pro Chicago, com Jordan anotando 35 pontos e 7 assistências. Ao lado dele, quem também foi destaque da partida foi Scottie Pippen, que mostrou porque era um All-Star e não mero coadjuvante de MJ. Duplo-duplo pra ele: 21 pontos, 10 rebotes e ainda 5 assistências. Com essa confortável vantagem de 2 a 0 na série, o elenco do Bulls viajou para Detroit. O clima no time, entretanto, não era de tranquilidade. Eles sabiam que uma vitória a mais praticamente os colocaria na tão sonhada final da NBA, mas isso não era tarefa fácil, principalmente lá em Detroit, onde eles encontrariam um temido conhecido: o Palácio de Auburn Hills. Repare que eu falei um “temido conhecido” e não um “velho conhecido”, que seria a maneira tradicional, porque o ginásio do Pistons, na verdade, muito ao contrário de ser velho, era recém-construído na época. As obras da arena foram concluídas em agosto de 1988, apenas três anos antes dessa nossa história. Mas, mesmo tão novo, o local já tinha virado motivo de pesadelos para os fãs do Bulls. Em 15 jogos realizados lá desde a sua inauguração, o Chicago havia perdido 13. Ou seja, o clima antes do jogo 3 era tenso mesmo com 2 a 0 no placar. Bem-vindo ao sétimo episódio da série "As regras de Jordan". Conheça a série inteira no: homensbrancosnaosabemblogar.tumblr.com